04 fev, 2010

Cinema: Eu chorei vendo…

Postado por: RodrigoSinistro em: Teletela

Algumas pessoas se mantém firmes e não tem coragem de assumir que já chegaram a se emocionar vendo algum filme ou peça teatral, mas na minha concepção isso não é motivo de vergonha, muito pelo contrário. Muitos consideram o cinema apenas como um entretenimento que deve conter explosões, balas e nada mais, mas a 7° arte é muito mais do que somente o lixo comercial que domina Hollywood. É belo, é profundo, é a libertação da alma de muitos seres humanos, e não são todos que pode compreender. Aquele que considera um filme chato por não conter lutas exageradas ou mulheres com pouca roupa não conhece o cinema de verdade. Aqui vão alguns filmes que são, a meu ver, obrigatórios e que se você conseguir captar a mensagem também irá se emocionar.

Um Sonho de Liberdadeshawshank redemption ver1 207x300 Cinema: Eu chorei vendo...
Andy Dufresne (Tim Robbins), um jovem e bem sucedido banqueiro, tem sua vida mudada quando acaba na prisão por ter assassinado sua esposa, porém, ele é inocente. Na prisão ele acaba virando amigo de Red (Morgan Freeman), um homem esperto que controla o entre e sai de produtos ilegais no presídio. Andy deve utilizar sua habilidade nos negócios para sobreviver em um ambiente hostil e suportar as injustiças que brotam de todos os lados, seja dos carcereiros violentos, dos homossexuais que o assediam e do diretor do presídio Warden Samuel (Bob Gunton), um cristão fervoroso.

O roteiro é baseado em um conto de Stephen King, que foge totalmente do que costuma escrever (terror), e mesmo com mais de duas horas de filme, você irá ficar preso na tela até chegar ao final. Uma obra prima de Frank Darabont que deixou claro que o cinema moderno ainda tem esperança.

A Lista de Schindlerschindlers list 202x300 Cinema: Eu chorei vendo...
A história real ronda em torno do alemão Oskar Schindler, que viu na mão-de-obra judia uma solução barata e viável para lucrar com negócios durante a guerra. Com sua forte influência dentro do partido nazista, foi fácil conseguir as autorizações e abrir uma fábrica de esmaltados para o exército. O que poderia parecer uma atitude de um homem não muito bondoso transformou-se em um dos maiores casos de amor à vida da História, quando este alemão abdicou de toda sua fortuna para salvar a vida de mais de mil judeus, em plena luta contra o extermínio alemão.

Este filme consagrou Steven Spielberg como grande diretor norte-americano que até então não tinha o espaço que merecia. Apesar de o filme ser de 1993, foi todo filmado em preto e branco, pois o diretor queria lembrar que na época do holocausto, os filmes e documentários eram em preto e branco. O filme chocou e levou aos prantos platéias de todo o mundo com suas cenas de extrema violência, assassinato e abusos de todo o tipo. Para que nunca se esqueça do que o ser humano é capaz de fazer. Cinema de altíssima qualidade, comovente, vencedor de 7 Oscar, totalmente obrigatório.

O Escafandro e a Borboletadiving bell posterbig 208x300 Cinema: Eu chorei vendo...
Jean-Dominique Bauby tem 43 anos, é editor da revista Elle, e um apaixonado pela vida. Mas, subitamente, tem um derrame cerebral. Vinte dias depois, ele acorda. Ainda está lúcido, mas sofre de uma rara paralisia: o único movimento que lhe resta no corpo é o do olho esquerdo. Bauby se recusa a aceitar seu destino. Aprende a se comunicar piscando letras do alfabeto, e forma palavras, frases e até parágrafos. Cria um mundo próprio, contando com aquilo que não se paralisou: sua imaginação e sua memória.

Filme francês que não é muito conhecido pelos brasileiros, mas merece ser visto especialmente por ser  ter como base uma história real. O filme foi baseado no livro do próprio Jean-Dominique Bauby, que realmente sofreu um derrame cerebral. Quando assistimos algo do tipo, podemos ver que qualquer um está sujeito a ficar em uma situação deplorável, só depende de como nós fazemos para dar a volta por cima.

E ainda tem:



7 Comentários em "Cinema: Eu chorei vendo…"

1 | Tourinho

fevereiro 4th, 2010 às 16:28

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Filme que me acabei de chorar, sem sombra de dúvidas, foi “Peixe Grande”. Por lembrar de meu pai.

2 | Jackson

fevereiro 5th, 2010 às 17:31

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Eu adoro filmes com porrada, explosões e mulherada, normalmente são esses que me fazem chorar (de alegria), hahaha… mas falando sério, Rodrigo: pra valorizar os filmes mais poéticos/sentimentais, não precisa desvalorizar os blockbusters que tanto adoramos. As propostas são diferentes, um “desliga o cérebro” pode ser bem divertido.

3 | Iury

fevereiro 5th, 2010 às 21:01

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Coloca aí “Antes de Partir”, que conta a historia de dois senhores que estão na beira da morte e resolvem fazer o que nunca fizeram, e inclui também o filme “Na natureza selvagem” que conta a historia de Alex Supertramp, o filme mostra o real valor de uma amizade.

4 | Rodrigo do Quarto Sinistro

fevereiro 5th, 2010 às 23:01

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Eu não desvalorizei o BLOCKBUSTER, eu desvalorizei quem só considera isso como cinema, tendeu? Eu assisto Star Wars, assisto Transformers (o 1, o 2 é um lixo) e etc, mas tem nego que só consegue assistir isso e diz que se o filme não conter isso, não presta. Faça o favor né?

5 | Angélica Hellish

fevereiro 9th, 2010 às 07:04

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Olá Rodrigo,tudo jóia?
Excelentes escolhas.Já perdi a conta de quantos filmes me fizeram chorar.E muitos desses filmes fóra do eixo hollywood.
Por sinal,gravamos um podcast o Masmorracast,com a tarefa espinhosa(acredite é…rsrs) de divulgar esse cinema tão pouco explorado ou conhecido,que merece ser falado em podcasts de cinema.
Curti muito suas idéias,se ficar a fim,nos contate:
contato.cinemasmorra@gmail.com
Estendo esse convite à todos do Tosco,que escuto e tive bons momentos de diversão

Abração!

6 | paulo mopho

fevereiro 9th, 2010 às 12:43

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Chorei pra caralho vendo o filme Olga. A cena que tiram a criança dela é foda…o livro já tinha me emocionado muito, mas a cena no filme foi foda.

7 | Ju Spadoto

fevereiro 9th, 2010 às 19:47

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Estou fugindo de filmes que fazem chorar, mas com certeza a maioria deles é sempre bela. “A Lista de Schindler” me deixou uns dois dias pra baixo, mas é visualmente e poeticamente inesquecível.
Mas eu também choro com romance de Sessão da Tarde! Já assisti “Como de fosse a primeira Vez” um monte de vezes – e sempre choro. “Um Lugar Chamado Notting Hill” também, e não são filmes necessariamente tristes. E choro com filmes de bicho, criança e idosos… a fórmula é mais ou menos essa. Esse do tal do Marley eu nem quis ver, aff.
Mas anota aí na lista do chororô cinematográfico: “Corrente do Bem” e “À Espera de um Milagre”.
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