O atual dono, dig
o, presidente da Venezuela (aquele país pobre e cheio de petróleo que divide o Brasil do Caribe?), Hugo Chavez, é uma das personalidades mais comentadas do mundo nestes últimos anos. Às custas do seu pseudo socialismo ditador, perfazendo-se de clichês anti-americanos, Chavez conseguiu chamar atenção do mundo seja lá se positivamente ou não.
Chavez, quando jovem ingressou na carreira militar, formando-se em Ciências e Artes Militares, ramo de engenharia. Alcançou até o posto de tenente-coronel. Foi casado por duas vezes e manteve uma amante por anos. Em 1992, o então tenente-coronel aplicou um golpe de Estado no país (para manter a tradição dos país latinos), justificando sua ação pela crise econômica que vivia a Venezuela com o alto índice de desemprego e inflação.
No entanto, Chavez não obteve êxito com sua ‘boa vontade’ e foi preso. Mesmo assim, o povo gostou da atitude do ‘herói’, o que o impulsionou para carreira política anos depois sendo eleito, em 1998, presidente da República.
Logo de início, como bom ditador militar eleito democraticamente, convocou uma Constituinte e com o aval popular outorgou todos os direitos possíveis para o presidente da república, coincidentemente, ele mesmo! Poder total ao executivo, extinção do Senado, parlamento unicameral. Assim, para não surpresa geral da nação, foi reeleito.
O governo de Chávez deu início a uma série de programas conhecidos como “missões” com o objetivo de garantir educação e serviços de saúde para todos os venezuelanos. Apesar disso, a pobreza crônica e o desemprego ainda atingem o país, mesmo com os lucros gerados pelo petróleo.
A relação de Chávez com a imprensa também é complicada: o líder venezuelano acusa diversos veículos de atuar como “porta-vozes” da oposição. Ao mesmo tempo, Chávez é chamado de populista e autocrático, acusado de ameaçar a liberdade de imprensa e de utilizar a máquina estatal para perseguir aqueles que discordam de sua “revolução”.
Em 2007 ele fracassou em acreditar num grupo de monges, digo, guerrilheiros narco-traficantes-terroristas colombianos, Farc, ao negociar a libertação de três reféns.
Hoje, o ditador afirmou que seu governo está se preparando para cortar relações diplomáticas com a vizinha Colômbia. Os dois países, que mantêm fortes vínculos comerciais, não se entendem no campo diplomático. Além das já antigas acusações de Bogotá de que a Venezuela colabora com a guerrilha colombiana das Farc, agora Chávez denuncia o acordo do presidente Álvaro Uribe com os EUA, pelo qual militares norte-americanos poderão atuar em sete bases colombianas, por um prazo inicial de 10 anos e anunciou planos para comprar dezenas de tanques russos, a fim de aumentar a capacidade militar do país.
O risco de seu governo não é a economia, mas a política. Não há como negar o progresso econômico da Venezuela pós-Chavez. Um crescimento da qualidade de vida financeira em detrimento da liberdade, uma questão a ser pensada? Vivemos num país que rejeição essa idéia?
Enfim, Hugo Chavez é mais um ditador fora de moda que tem alimentado manchetes estapafúrdias pelo mundo. No entanto, acredito que no fundo (não tão fundo assim), este mesmo mundo tem um certo receio das atitudes do ‘bom’ tenente. Há tempos, não aparecia um governante que deixasse a política externa mais atenta, há malas que vêm para o bem, quem sabe? E tudo indica que ele permanecerá por muitos mais anos, um maluco com aval popular.
“Foi assim que nós, em janeiro de 2003, propusemos ao nosso companheiro, presidente Chávez, a criação do Grupo de Amigos para encontrar uma solução tranqüila que, graças a Deus, aconteceu na Venezuela.
E só foi possível graças a uma ação política de companheiros. Não era uma ação política de um Estado com outro Estado, ou de um presidente com outro presidente. Quem está lembrado, o Chávez participou de um dos foros que fizemos em Havana. E graças a essa relação foi possível construirmos, com muitas divergências políticas, a consolidação do que aconteceu na Venezuela, com o referendo que consagrou o Chávez como presidente da Venezuela.
Foi assim que nós pudemos atuar junto a outros países com os nossos companheiros do movimento social, dos partidos daqueles países, do movimento sindical, sempre utilizando a relação construída no Foro de São Paulo para que pudéssemos conversar sem que parecesse e sem que as pessoas entendessem qualquer interferência política.” (Discurso do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no ato político de celebração aos 15 anos do Foro de São Paulo São Paulo-SP, 02 de julho de 2005, disponível no site do Planalto).
Cada povo tem o representante que merece…
Cafeína gosta de política e sexo. Entende que ambos têm a mesma base ideológica e por isso domina toda a sua teoria. Quanto a prática, limita-se à política da boa vizinhança e ao sexo solitário. Escreve mais sobre sexo e menos sobre política no seu blog pessoal.







