01 set, 2009

Futebol no underground vol. 1

Postado por: Rodrigo Gerdulli em: Esporte

E aí, pessoal! Aqui é o Rodrigo Gerdulli, o popular Duro na Queda, e toda terça-feira estarei aqui, na coluna Futebol do Underground. Acostumem-se, pois falaremos apenas sobre que acontece longe do glamour e dos holofotes futebolísticos.

Entre outros causos, este ocorreu no dia 21 de janeiro de 2004, data da estreia do Marília no Paulistão, contra o Guarani, em Campinas. Fui para lá com um colega do trabalho, o Leandro, outro maqueano fanático, e, após uma reunião em uma empresa, assistiríamos à partida. Nosso compromisso acabou muito antes do previsto. Como não havia o que fazer, passamos praticamente a tarde toda comendo porcarias pela cidade.

sem braco Futebol no underground vol. 1Às 20 horas, dirigimo-nos ao estádio Brinco de Ouro devidamente uniformizados. Fomos singelamente insultados pela torcida brugrina na bilheteria, mas nada que tirasse nosso entusiasmo. Adentramos o estádio e nos surpreendemos, pois demos de cara com vários outros maqueanos. Fizeram aquela festa toda, até parecia que nos conhecíamos de longa data.

A partida foi bacana. Saímos na frente no placar, mas eles empataram. Tudo bem, arrancar um ponto fora de casa não é de todo mal. E, durante a partida, comprávamos tudo o que passavam vendendo. Amendoim, pipoca, churros… tudo! Incrível é que na saída do estádio, misteriosamente, ainda sentíamos fome. Como havia um bom tempo até pegarmos o ônibus de volta para Marília, resolvemos jantar, mas alguma coisa leve. Procuramos por uma barraquinha qualquer e o Leandro avistou adiante alguém vendendo cachorro-quente.

— Dois caprichados, por favor — pedimos ao rapaz.

Interessante, o cara da barraquinha não tinha um braço, só o toco. Mas, ele deu um jeito. Acho maravilhoso quando um deficiente físico supera as barreiras e leva uma vida normal. Por exemplo, esse comerciante realizou o seguinte procedimento para preparar o nosso saboroso jantar:

• tirou o pão de uma sacola de supermercado;
• encaixou-o entre o tórax suado e o toco do braço peludo;
• passou a faça, cortando-o ao meio;
• jogou todos os ingredientes dentro;
• comprimiu o pão utilizando o toco peludo e o tórax.

— Vão querer mostarda?
— Gulp! Foda-se. Põe aí…

E lascou mostarda tanto no cachorro-quente quanto no toco do braço. O interessante é que, depois de tudo isso, colocou o lanche em um saquinho. Talvez para passar uma sensação de higiene.

Comemos; já estava pago… Nem dá nada! Afinal, lá em Marília nunca ouvimos falar de alguém que tivesse morrido comendo cachorro-quente naquela barraquinha. Pior que estava gostoso! Melhor não lembrar se haveria algum tempero especial.

Chegamos à rodoviária e, para tirarmos da lembrança a refeição suspeitíssima, decidimos comer qualquer coisa. Pedimos o tradicional croquete de rodoviária.

— Um para cada. Não, dois!

Melhor garantir, para não passarmos fome dentro do ônibus. E começamos a comer.

Achei estranho, tinha um sabor diferente. Mas, pensei o seguinte, se o Leandro estava comendo numa boa, o problema estava no meu paladar, provavelmente já danificado. Evitei me concentrar no sabor.

Terminamos, ufa!, e nos dirigimos à nossa plataforma. No caminho, o desgraçado do Leandro disse:

— Acho que a minha boca ficou estranha depois do cachorro-quente. Foi difícil engolir aqueles croquetes. Para mim, estava com gosto de estragado, mas como você não disse…
— Oh, não!

Entregamos nosso bilhete ao cobrador e corremos ao fundo do ônibus para ver se o banheiro nos daria totais condições de encarar aquela viagem de volta, que prometia fortes emoções.

E ainda tem:

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7 Comentários em "Futebol no underground vol. 1"

1 | Perna

setembro 1st, 2009 às 08:57

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Isto é in-cri-vel…

Ah cara, quando você falou que caiu mostarda no cotoco do cidadão achei que vocês partiriam pro canibalismo… magoei

2 | Alemão

setembro 1st, 2009 às 11:09

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Caralho… rachei o bico com o cotoco. Gerdulli, sinto que essa coluna vai ser uma das melhores do blog.
Muito foda.

3 | Rodrigo Gerdulli Duro na Queda Forrest Gump

setembro 1st, 2009 às 12:40

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tsc tsc
Alemão, e o que eu faço que não é bom?
Tirando a opinião do meu patrão e das pessoas em geral, onde ponho a mão vira ouro!

4 | Vinicius

setembro 1st, 2009 às 13:29

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Quer dizer que vc provou comida de Campinas?
Obvio que bebeu alguma coisa também…

Suspeito.

5 | Antonio P.

setembro 1st, 2009 às 16:33

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É mais fácil acreditar na história inteira do que no fato do Rodrigo ter comido um dogão feito assim…rs

6 | Vinicius

setembro 1st, 2009 às 22:30

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Verdade, Antonio. Conhecendo o Rodrigo é dificil imaginar que ele comeria algo minimamente porco.

7 | Christiano Parra

setembro 2nd, 2009 às 23:37

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Cara, esse Gerdulli é mentiroso demais, se ele tivesse visto um pão entre um tórax suado e um cotoco coberto de mostarda, ele teria gorfado na hora. Vamos aos fatos que comprovam que essa história é inverídica:
1 – Partida bacana! Onde, por Deus, é bacana ver Mac e Guarani?
2 – Em Campinas ninguém come, muito pelo contrário…
3 – Cadê o catchup do cachorro quente?
4 – Dois croquetes para o Gerdulli? Tá de sacanagem? Isso aí não dá nem pra atiçar a lombriga que habita o sistema digestivo desse cidadão…

E tenho dito!

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