Algumas pessoas se mantém firmes e não tem coragem de assumir que já chegaram a se emocionar vendo algum filme ou peça teatral, mas na minha concepção isso não é motivo de vergonha, muito pelo contrário. Muitos consideram o cinema apenas como um entretenimento que deve conter explosões, balas e nada mais, mas a 7° arte é muito mais do que somente o lixo comercial que domina Hollywood. É belo, é profundo, é a libertação da alma de muitos seres humanos, e não são todos que pode compreender. Aquele que considera um filme chato por não conter lutas exageradas ou mulheres com pouca roupa não conhece o cinema de verdade. Aqui vão alguns filmes que são, a meu ver, obrigatórios e que se você conseguir captar a mensagem também irá se emocionar.
Um Sonho de Liberdade
Andy Dufresne (Tim Robbins), um jovem e bem sucedido banqueiro, tem sua vida mudada quando acaba na prisão por ter assassinado sua esposa, porém, ele é inocente. Na prisão ele acaba virando amigo de Red (Morgan Freeman), um homem esperto que controla o entre e sai de produtos ilegais no presídio. Andy deve utilizar sua habilidade nos negócios para sobreviver em um ambiente hostil e suportar as injustiças que brotam de todos os lados, seja dos carcereiros violentos, dos homossexuais que o assediam e do diretor do presídio Warden Samuel (Bob Gunton), um cristão fervoroso.
O roteiro é baseado em um conto de Stephen King, que foge totalmente do que costuma escrever (terror), e mesmo com mais de duas horas de filme, você irá ficar preso na tela até chegar ao final. Uma obra prima de Frank Darabont que deixou claro que o cinema moderno ainda tem esperança.
A Lista de Schindler
A história real ronda em torno do alemão Oskar Schindler, que viu na mão-de-obra judia uma solução barata e viável para lucrar com negócios durante a guerra. Com sua forte influência dentro do partido nazista, foi fácil conseguir as autorizações e abrir uma fábrica de esmaltados para o exército. O que poderia parecer uma atitude de um homem não muito bondoso transformou-se em um dos maiores casos de amor à vida da História, quando este alemão abdicou de toda sua fortuna para salvar a vida de mais de mil judeus, em plena luta contra o extermínio alemão.
Este filme consagrou Steven Spielberg como grande diretor norte-americano que até então não tinha o espaço que merecia. Apesar de o filme ser de 1993, foi todo filmado em preto e branco, pois o diretor queria lembrar que na época do holocausto, os filmes e documentários eram em preto e branco. O filme chocou e levou aos prantos platéias de todo o mundo com suas cenas de extrema violência, assassinato e abusos de todo o tipo. Para que nunca se esqueça do que o ser humano é capaz de fazer. Cinema de altíssima qualidade, comovente, vencedor de 7 Oscar, totalmente obrigatório.
O Escafandro e a Borboleta
Jean-Dominique Bauby tem 43 anos, é editor da revista Elle, e um apaixonado pela vida. Mas, subitamente, tem um derrame cerebral. Vinte dias depois, ele acorda. Ainda está lúcido, mas sofre de uma rara paralisia: o único movimento que lhe resta no corpo é o do olho esquerdo. Bauby se recusa a aceitar seu destino. Aprende a se comunicar piscando letras do alfabeto, e forma palavras, frases e até parágrafos. Cria um mundo próprio, contando com aquilo que não se paralisou: sua imaginação e sua memória.
Filme francês que não é muito conhecido pelos brasileiros, mas merece ser visto especialmente por ser ter como base uma história real. O filme foi baseado no livro do próprio Jean-Dominique Bauby, que realmente sofreu um derrame cerebral. Quando assistimos algo do tipo, podemos ver que qualquer um está sujeito a ficar em uma situação deplorável, só depende de como nós fazemos para dar a volta por cima.



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